domingo, 9 de setembro de 2012

09/09/2012

Os ventos às vezes mudam de direção. Tudo muda, tudo se transforma, tudo se reverte. E fica fora do meu alcance acompanhar sincronizadamente. Então me vejo parado. Só. Desalinhado. Desajustado. E me vejo recolhido em uma bolha em que mesmo eu mal posso respirar. Onde mais ninguém consegue penetrar. E qual será a cura? E quanto tempo mais levará para curar? O isolamento é doloroso. Vivo só. E, ao mesmo tempo, não poderia viver sem mais alguém além de mim mesmo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O meu íntimo

Triste é quando você se vê rodeado de pessoas e mesmo assim se sente só. E percebe que ninguém no mundo poderia te entender ou amenizar a dor que aperta o seu peito. Cada um tem sua própria dor, e jamais poderá compartilhá-la com outrem. Podemos até escondê-la, repeli-la, fingir que lá ela não está. No entanto, ao fim do dia, no silêncio de nossas camas, ou mesmo no amanhecer, ela irá nos surpreender, apenas para nos lembrar que ainda está lá. Apenas para nos conturbar um pouco mais. E quem sabe, ao longo da vida, ela não vá diminuindo, até ir completamente embora. Mas isso dependerá unicamente de nós. Você é corajoso o bastante para deixá-la ir?