Os ventos às vezes mudam de direção. Tudo muda, tudo se transforma, tudo se reverte. E fica fora do meu alcance acompanhar sincronizadamente. Então me vejo parado. Só. Desalinhado. Desajustado. E me vejo recolhido em uma bolha em que mesmo eu mal posso respirar. Onde mais ninguém consegue penetrar. E qual será a cura? E quanto tempo mais levará para curar? O isolamento é doloroso. Vivo só. E, ao mesmo tempo, não poderia viver sem mais alguém além de mim mesmo.
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