domingo, 9 de setembro de 2012
09/09/2012
Os ventos às vezes mudam de direção. Tudo muda, tudo se transforma, tudo se reverte. E fica fora do meu alcance acompanhar sincronizadamente. Então me vejo parado. Só. Desalinhado. Desajustado. E me vejo recolhido em uma bolha em que mesmo eu mal posso respirar. Onde mais ninguém consegue penetrar. E qual será a cura? E quanto tempo mais levará para curar? O isolamento é doloroso. Vivo só. E, ao mesmo tempo, não poderia viver sem mais alguém além de mim mesmo.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O meu íntimo
Triste é quando você se vê rodeado de pessoas e mesmo assim se sente só. E percebe que ninguém no mundo poderia te entender ou amenizar a dor que aperta o seu peito. Cada um tem sua própria dor, e jamais poderá compartilhá-la com outrem. Podemos até escondê-la, repeli-la, fingir que lá ela não está. No entanto, ao fim do dia, no silêncio de nossas camas, ou mesmo no amanhecer, ela irá nos surpreender, apenas para nos lembrar que ainda está lá. Apenas para nos conturbar um pouco mais. E quem sabe, ao longo da vida, ela não vá diminuindo, até ir completamente embora. Mas isso dependerá unicamente de nós. Você é corajoso o bastante para deixá-la ir?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Apenas... Acontece.
Ninguém tem um lugar previsto para viver um grande amor. Ele simplesmente vem e... Acontece. Mesmo que não seja a hora certa, o local, a maneira. Mesmo que haja barreiras, separações e intrigas: ninguém jamais vai impedir uma paixão. É mais forte do que eu, do que você ou do que qualquer outra pessoa. E se alguém conseguir apagá-la de nossa memória ela não era real, apenas uma fantasia. Amar, no certo, um verbo inexplicavelmente sozinho. Por quê? Porque eu não preciso de complemento quando amo: não tem razão, não tem motivo. Apenas... Acontece.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Soluções
Você já parou para pensar no quanto vivemos de aparência? No quanto vivemos de possibilidades? No quanto nos apegamos aos nossos sonhos e como tememos torná-los realidades? Como nos atemos aos fatos que nos fazem mal e como rapidamente esquecemos os melhores momentos de nossas vidas? Como os erros nos transtornam e como nossos acertos passam desapercebidos? E como podemos nos abalar por pouco tão fácil? A vida é feita de escolhas e, sim, muitas vezes, podemos fazer algumas delas erradas. Mas não considere isso o mais imenso problema. O problema é apenas continuar nesse erro. Nós somos seres humanos, sem perfeições. Estamos à mercê de reparos, estamos sendo construídos, lentamente. Não se julgue apenas pelas suas derrotas. Vibre com as conquistas e lembre-se sempre do que é capaz, do que já conseguiu. Somos todos especiais, somos todos capazes. Para grandes realizações, antes de confiarmos em qualquer pessoa, temos que confiar em nós mesmos. "Coragem para a luta!"
sábado, 18 de dezembro de 2010
Doces ilusões
Eu não posso mudar você. Eu não posso te obrigar a nada. Eu não posso confundir sua mente. Apenas posso me coordenar, me condenar a não mais em ti pensar. Mas será que isso viria a ser possível? Afastar-me de você está além de mim. Fora do meu alcance. E confesso que não pretendo me esforçar para isso. Mesmo que cada vez que me aproximo tudo pareça mais distante. Que cada vez que as coisas se mostrem fáceis, na verdade estão se tornando mais difíceis. Doces ilusões. Mutilar-me psicologicamente já não me é uma opção. E o que fazer? Se a cada amanhecer o seu sorriso ainda é o único em minha mente... Se sua imagem vindo em minha direção ainda é a mais lúcida... E me pergunto se você sentiria minha falta se amanhã aqui eu já não estivesse... Me pergunto se continuaria a sorrir se soubesse que estou dizendo adeus... E você? O que você pensa? O que você sente? Eu estou em sua mente? Você já gostou tanto de alguém que mal podia respirar?
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Poder? Magia? Maldição?
E o que é o amor senão a maneira mais prática de nos tornarmos bobos? De sorrir onde não há graça, de achar a vida bela e de esconder todos os sofrimentos preponderantes. E o que é o amor senão a forma mais rápida de nos fazer esquecer nossos medos? De nos fazer mergulhar de cara em qualquer dificuldade, derrubar muralhas e correr atrás do que se almeja. Mas não posso lhes dizer o que é o amor puramente. Não acho que ele tenha uma definição certa. Só podemos sentir seus sintomas. Ver seus efeitos. Senti-lo nos aquecer vagarosamente. Senti-lo nos fazer bem. Ou mal. Quem sabe ele possa até nos confundir. Nos distanciar de todas as antigas certezas e transformá-las em meras possibilidades. E por mais difícil que seja, por mais distante que se mostre, há sempre aquela esperança que tudo, dessa vez, poderá valer por todas as outras vezes. Que essa será A chance, aquela única na vida. Talvez o amor seja o maior dos sentimentos. Isso porque ele é o único capaz de nos elevar ao maior dos paraísos ou de nos submeter ao mais baixo dos precipícios. Mas pouco importa suas consequências. Em certos instantes, senti-lo se propagar dentro de nós é o que basta. E só.
domingo, 24 de outubro de 2010
Pluralidade
Eu estaria errada se procurasse os meus amigos apenas nos momentos de felicidade. Nos tempos bons todos são nossos 'amigos'. Procuro encontrar amigos nos momentos mais difíceis, porque sei que são neles que vou encontrar a força pra não desistir, pra não recuar, pra erguer a cabeça e dizer: bola pra frente. Amigo que é amigo, um super amigo, não tem tempo ruim. Ele SEMPRE está lá, tentando apagar todos os dias difíceis, destacando apenas os bons, os felizes, os insubstituíveis. Na verdade, eu acho que não seria nada sem meus amigos. Sem ter aquele com quem rir escandalosamente, rir até chorar. Sem ter aquele com quem chorar até ele mesmo me fazer rir. Aquele com quem você quer estar, incondicionalmente. Aquele por quem você chega na voadora! Aquele que chega na voadora por você! A realidade é que eles estão em cada pedaçinho meu, ajudando-me a ser o que hoje sou. Porque amigo que é amigo não se vai, ele nunca está longe. Ele vai estar sempre conosco, compondo um pedaçinho de nós.
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